LUTO: Alessandra Cristina de Oliveira Faccioni

Bom dia a todos!

Mais uma pessoa querida parte para o plano espiritual retornando a casa do pai.
Trata-se de uma amiga de muito tempo, estudamos juntas no colegial, e ela foi a minha primeira amiga do colegial. (rs)
Trabalhamos juntas no antigo Consulado da Cerveja e na época da solteirisse nos divertimos muito juntas, sabem aquela fase de sair para dançar e dormir uma na casa da outra??? Além de ter tanto assunto que passavamos a madruganda conversando e no dia seguinte assistiamos TV morrendo de sono, mas era almoço de domingo, família reunida coisa e tal…(rs).

Ontem (24/03/2011) infelizmente num acidênte automobilístico à caminho do trabalho sua vida foi ceifada, recebi uma nota de orkut e fiquei horas sem acreditar achando que se tratava de uma brincadeira, daí sabia que ela trabalhava na FEAL (Fundação Espírita André Luiz) e liguei lá e a moça da livraria infelizmente confirmou a notícia, só me restava ligar para a família e me deixar à disposição. Estou ainda meio sem chão!

Orei bastante por minha amiga e sei que ela está recebendo muitas vibrações de todos os cantos, o pai e a mãe dela são pessoas de um coração imenso (Sr. Spério Faccione Jr. e Dona Solange), trabalhadores assíduos do bem, e o Sr. Spério é palestrante e comunicador da Rádio Boa Nova.

Bem minha querida amiga, infelizmente não pude me despedir de você em vida e nem vê-la pela última vez, pois como sabia tenho dois rebentos que não tenho com quem deixar, ontem de noite meu esposo estava ministrando aula e não pode vir mais cedo para eu ir vê-la e como seu sepultamento foi hoje pela manhã igualmente não pude ir porque meus meninos só entram as 13:00 na escola, por isso me perdoe a ausência física, mas sabe que o coração e a mente estão conversando contigo o tempo todo.

Fiz essa pequena homenagem e quero deixar registrado a quantidade de coisas bacanas que você fez, e ao Caio seu filinho, um forte abraço, um beijo no coração e aguardar que o tempo ajude ele a amenizar sua falta, lembrando do sorriso lindo da mamãe. Fique com Deus amiga!

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Psicografia – Grupo Noel

Grupo Noel

O Grupo Noel  é um Centro Espírita que mantém muitos trabalhos bacanas, mas o que mais chama atenção é o trabalho voltado à psicografia, já que essa última não é uma prática em todos os centros voltado ao grande público.

Para quem tiver interessado em tentar uma comunicação com um ente querido que já desencarnou é só comparecer a secretária do centro as segundas e quintas a tarde (15:00hs ás 17:00hs), mudidos de:

– Documentos pessoais (documento com foto – RG, CNH e etc)
– Comprovante de Endereço e
 – Atestado de Óbito do desencarnado(*) de quem deseja mensagem.

(*) Importante: O Grupo não faz mais fichas para amigos que desencarnaram, é frisado que a solicitação deve ser para parentes, ou seja o desencarnado deve ter algum grau de parentesco com o encarnado solicitante.

As reuniões de psicografia acontecem todas as terças e sextas das 20:00 as 22:00, mas chegue pelo menos 40 minutos antes para entregar a fichinha. Prontinho, é só elevar o pensamento ao nosso mestre Jesus e orar para que os benfeitores permitam a comunicação.
O Centro iniciou com a Vó Martha ( Martha Gallego Thomaz, que trabalha na Federaçáo Espírita de São Paulo desde 1956 até hoje com 94 anos) que já realiza esse trabalho há muitos anos (desde 1977 ) e é um local sério e idoneo.

Psicografando
O Grupo Espírita Noel é uma homenagem ao músico Noel Rosa parceiro espíritual de Vó Martha e é uma Entidade assistencial Espírita – São Paulo, SP – Fundado em 11 de agosto de 1977
Declarado de Utilidade Pública : Federal em 09/10/2008 sob nº 1.894 , Estadual em 16/10/1984 sob nº 4.309 ; Municipal em 05/08/1998 sob nº 37.566 .

Endereço do Grupo:
Grupo Noel
Rua Domingos de Moraes, 1895/1905
Vila Mariana – São Paulo – Capital
CEP 04009-003
Telefone: (11) 5571 1014
email: fale@gruponoel.org.br

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Mediunidade Através dos Tempos

Texto de : Sérgio Biagi Gregório

Mediunidade
INTRODUÇÃO

A faculdade mediúnica, tanto natural como de prova, acompanha a vida humana, pois desde que o homem existe, os Espíritos estão prontos a se comunicar com ele. Um estudo da mediunidade através dos tempos exige uma ampla pesquisa no sentido de RESGATAR as contribuições dadas pelo homem da caverna, pelas pitonisas, pelas bruxas e pelos médiuns em cada etapa do desenvolvimento da sociedade.

DEFININDO OS TERMOS DO TÍTULO

Evolução – etimologicamente, o termo evolução, significa desenvolvimento, volver para fora o que já está contido em algo. Nesse sentido, evolução seria o desenvolvimento pela atualização das possibilidades, das potências já inclusas virtualmente em algo. Assim, o germe evolui até alcançar o indivíduo acabado. (Santos, 1965)
A essência do significado do termo evolução é a de desenvolver, desenrolar, ou desdobrar, designando assim movimento de natureza metódica que gera novas espécies de mudanças. Mais especificamente designa o processo de mudança através do qual algo novo é produzido de tal modo contínuo, que a identidade ou individualidade do objeto original não seja violada. (FGV, 1986)
Evolução – é impositivo da Lei de Deus, incessante, inquestionável. Nessa Lei não existe o repouso, o letargo de forças, a inércia. Por toda parte e sempre o impositivo da evolução, o imperativo do progresso. (FEB, 1995)

Mediunidade é a faculdade humana, natural, pela qual se estabelecem as relações entre homens e Espíritos. (Pires, 1984) —–
Mediunidade é sintonia e filtragem. Cada Espírito vive entre as forças com as quais combina, transmitindo-as segundo as concepções que lhe caracterizam o modo de ser. (FEB, 1995)

Tempo – é a sucessão das coisas transitórias. Está ligado à eternidade, do mesmo modo que as coisas estão ligadas ao infinito. (FEB, 1995)

HISTÓRICO

O Espírito André Luiz, em Evolução em Dois Mundos, diz-nos que quando a criatura humana se iniciou na produção do pensamento contínuo, o sonho foi a mola propulsora da mediunidade, porque durante os momentos de desprendimento do corpo físico, ela entrava em contato com entidades espirituais, cujos ensinamentos lhe serviam para ampliar a sua visão de mundo.

Tomando como base os registros históricos, podemos anotar:

1.º) A Bíblia está repleta de manifestações mediúnicas, tanto no Velho quanto no Novo Testamento.

a) Velho Testamento
Samuel, no livro I, cap. 9, v. 9, escreve: “Dantes, quando se ia consultar a Deus, dizia-se vamos ao vidente; porque os que hoje se chamam profetas chamavam-se videntes”.
É já de rigor citativo a consulta feita por Saul ao Espírito Samuel, na gruta do Endor.
O próprio Moisés proíbe a evocação dos mortos.

b) Novo Testamento
Maria de Nazaré não viu o Espírito anunciador? Jesus não foi gerado com a intervenção do Espírito Santo? E os milagres de Jesus e dos seus apóstolos?
Que foi o dia do Pentecostes senão a outorga de faculdades mediúnicas aos apóstolos e discípulos?
São João falava: “Caríssimos, não creiais em todos os Espíritos, mas provai que os Espíritos são de Deus”.

2.º) os horizontes culturais, retratados por J. H. Pires em O Espírito e o Tempo.

Situando a mediunidade em termos dos horizontes alcançados pela humanidade – em cada etapa de seu desenvolvimento – Herculano Pires, valendo-se das pesquisas científicas de Bozzano, John Murphy e outros, oferece-nos valiosas informações que são úteis de serem lembradas. Assim:

No horizonte tribal imperava o mediunismo primitivo. O mediunismo, na expressão de Emmanuel, designa a mediunidade em sua expressão natural. São as relações naturais entre o clã e o Totem dentro do Totemismo. Falam de uma força misteriosa que impregna ou imanta objetos e coisas, podendo atuar sobre as criaturas humanas. São as forças conhecidas pelos nomes polinésicos de “mana” e “orenda”. “Essa força primitiva corresponde ao ectoplasma de Richet, a força ou substância mediúnica das experiências metapsíquicas, cuja ação foi estudada cientificamente por Crawford, professor de mecânica da Universidade Real de Belfast, na Irlanda”. (Pires, 1979, p. 19)

No horizonte agrícola, o animismo e culto aos ancestrais. Nessas primeiras formas sedentárias de vida social, o animismo tribal desenvolve-se no nível da racionalização, principalmente através da concepção fetichista da Terra-mãe e Céu-Pai, que mais tarde dá origem à mitologia egípcia: Osíris, Deus pai, que fecunda Ísis, deusa terra, gerando o filho Hórus.

No horizonte civilizado, o mediunismo oracular. O oráculo é às vezes a própria divindade, outras vezes a resposta dada às consultas, o santuário ou templo, o médium que atende aos consulentes, ou o local de consultas. Embora haja o médium, o oráculo, ou pitonisa, as mensagens são dadas de forma impessoal.

No horizonte profético, o mediunismo bíblico. Esse horizonte caracteriza-se pelo mundo da individualização. O profeta apresenta-se como indivíduo social, mediúnico e espiritual. Assim, dado o avanço de sua liberdade, surgem também os excessos e abusos que caracterizam o indivíduo grego-romano e o profeta hebraico.

No horizonte espiritual, a mediunidade positiva. É nessa fase que se observa uma transcendência humana. A mediunidade torna-se um fato de observação e de estudo de todos os que se interessarem pelo problema. Observe que na Idade Média, o fenômeno mediúnico de possessão é sempre tomado como manifestação demoníaca ou sagrada. O homem, não tendo atingido o horizonte espiritual, não pode conceber que o Espírito comunicante seja da sua mesma natureza.
Kardec explica, em A Gênese, capítulo primeiro, porque o Espiritismo só poderia surgir em meados do século dezenove, depois de longa fermentação dos princípios cristãos da Idade Média e do desenvolvimento das ciências na Renascença. Escreveu: “O Espiritismo, tendo por objeto o estudo de um dos elementos constitutivos do Universo, toca forçosamente na maioria das ciências. Só poderia, pois, aparecer, depois da elaboração delas. Nasceu pela força mesma das coisas, pela impossibilidade de tudo explicar-se apenas pelas leis da matéria.”

3.º) a invasão organizada, descrita por Arthur Conan Doyle.

Em História do Espiritismo, Conan Doyle documenta boa parte da evolução da mediunidade, lembrando que embora se considere a data de 31/03/1848 como o marco inicial, os fatos espíritas existiram desde todos os tempos. A sua narrativa começa, assim, por volta de 1740, quando Swedenborg tornou-se famoso pela vidência a distância.
A seguir, escreve sobre Edward Irving, Andrew Jackson Davis (o profeta da nova revelação), o episódio de Hydesville, a carreira das Irmãs Fox, as primeiras manifestações na América, a aurora na Inglaterra, as pesquisas de Sir William Crookes etc.

DOIS GRANDES MARCOS DO ESPIRITISMO

4.1. Episódio de Hydesville (31/03/1848)

Em termos de destaque, no cenário público internacional, este fenômeno (raps) foi o que mais chamou a atenção. Observe que uma família metodista havia se mudado para uma casa, onde se falava muito de acontecimentos sobrenaturais. Realmente, por algum tempo eles presenciavam muito barulho, sem causa aparente. Tudo caminhava nesse ritmo quando, num certo dia, as filhas do casal, Kate e Margaret Fox, resolveram responder às pancadas.
Sua mãe relata o ocorrido nestes termos:
“Minha filha menor, Kate, disse, batendo palmas: “Sr. Pé-Rachado, faça o que eu faço”. Imediatamente seguiu-se o som, com o mesmo número de palmadas. Quando ela parou, o som logo parou. Então Margaret disse brincando: “Agora faça exatamente como eu. Conte um, dois, três, quatro” e bateu palmas. Então os ruídos se produziram como antes. Ela teve medo de repetir o ensaio. Então Kate disse, na sua simplicidade infantil: “Oh! Mamãe! eu já seio o que é. Amanhã é primeiro de abril e alguém quer nos pregar uma mentira”.
Então pensei em fazer um teste de que ninguém seria capaz de responder. Pedi que fossem indicadas as idades de meus filhos, sucessivamente. Instantaneamente foi dada a idade exata de cada um, fazendo pausa de um para o outro, a fim de os separar até o sétimo, depois do que fez uma pausa maior e três batidas mais foram dadas, correspondendo à idade do menor, que havia morrido”. (Doyle, s.d.p., p. 77 e 78)
Depois disso, continuou o diálogo até descobrir que o Espírito comunicante era Charles B. Rosma, um caixeiro viajante morto e enterrado na adega.

4.2. Lançamento de O Livro dos Espíritos (18/04/1857)

O fato mediúnico marcante, após o episódio de Hydesville, é o fenômeno das mesas girantes, que assolou os Estados Unidos e a Europa, servindo de brincadeiras de salão, quando as mesas dançavam, escreviam, batiam o pé e até falavam. É dentro desse contexto que surge a Doutrina Espírita.

Das brincadeiras de salão, surge Hypollyte Leon Denizard Rivail – Allan Kardec-, um estudioso do magnetismo e do método teórico experimental em ciência. O magnetismo já vinha sendo estudado há algum tempo. Historicamente, Mesmer descobre, em 1779, o magnetismo animal, Puysegur, em 1787, o sonambulismo e Braid, em 1841, o hipnotismo.

Havendo uma disseminação muito grande dos fenômenos das mesas girantes, Kardec, ainda Hipollyte, foi convidado para assistir a uma dessas sessões, pois o seu amigo Fortier, magnetizador, dissera que além da mesa mover-se ela também falava. É aí que entra o gênio inquiridor do pesquisador teórico experimental. Assim, retruca: só se a mesa tiver cérebro para pensar e nervos para sentir e que possa tornar-se sonâmbula. A partir daí, começa a freqüentar essas sessões, culminando, mais tarde, com a publicação de O Livro dos Espíritos, em 18/04/1857

Por que a mediunidade se positivou com Allan Kardec?

A palavra positivo advém da ciência, que se baseia em fatos. Kardec sendo um cientista, deu-lhe um caráter científico, formulando hipóteses tal qual a ciência o fazia, tomando o cuidado apenas de testá-las com a ferramenta da mediunidade, ou seja, utilizando-se da percepção extra-sensorial.

QUESTÃO DE TERMINOLOGIA

A evolução da mediunidade através dos tempos deve alcançar uma melhor compreensão não só da mediunidade, mas também dos vários conceitos a ela ligados.

Assim, convém distinguir:

a) Fenômeno anímico e fenômeno mediúnico

O fenômeno anímico é aquele que diz respeito à comunicação – exclusiva ao âmbito do Espírito encarnado (alma) -, por isso anímico. Não há interferência de Espíritos desencarnados. A telepatia, por exemplo, é um fenômeno anímico, porque as transmissões de pensamentos são feitas de alma para alma, ou seja, de encarnado para encarnado. O fenômeno mediúnico é aquele que diz respeito às comunicações entre os Espíritos desencarnados e os Espíritos encarnados, em que os Espíritos encarnados são intermediários (médiuns) dos desencarnados.

b) Fenômeno anímico e animismo

No fenômeno anímico não há influência do Espírito desencarnado. No animismo, que é a influência do médium na comunicação mediúnica, procura-se medir o grau dessa influência. Se, numa comunicação mediúnica, a influência do médium é de 100%, ela se transforma em fenômeno anímico; o oposto, 0% de influência, não é possível, pois, nos dizeres de Allan Kardec, o médium nunca é totalmente passivo. Assim, podemos afirmar que sempre que houver mediunidade, haverá animismo.

c) Fenômeno Mediúnico e Mediunidade

O fenômeno mediúnico pode ser comparado ao mediunismo, definido como a mediunidade na sua expressão natural, ou seja, sem estudo. A Mediunidade, por outro lado, exige estudo e pesquisas sobre os fatos mediúnicos.

d) Mediunidade e Espiritismo

A Mediunidade, como dissemos anteriormente, é a relação entre os Espíritos desencarnados e os Espíritos encarnados, acrescidos da comprovação científica dos fatos observados. É apenas uma relação entre homens e Espíritos. Ela existe entre os vários segmentos das diversas religiões, podendo-se dizer que há médiuns católicos, médiuns protestantes, médiuns budistas e, também, médiuns espíritas. O Espiritismo, por outro lado, vale-se da mediunidade, mas é um corpo doutrinário que se fundamenta na ciência, na filosofia e na religião.

e) Mediunidade Natural e Mediunidade de Prova.

Além da divisão fenomênica (fenômenos físicos e fenômenos inteligentes), a Doutrina Espírita oferece-nos a divisão funcional, ou seja, possuímos duas áreas de função mediúnica, designadas como mediunidade generalizada (natural) e mediunato (tarefa). A primeira corresponde à mediunidade que todos os seres humanos possuem, e a segunda corresponde à mediunidade de compromisso, ou seja, de médiuns investidos espiritualmente de poderes mediúnicos para finalidades específicas na encarnação.

O MÉDIUM ESPÍRITA

De acordo com o Espírito Emmanuel, “Os médiuns, em sua generalidade, não são missionários na acepção comum do termo; são almas que fracassaram desastradamente, que contrariaram, sobremaneira, o curso das leis divinas, e que resgatam, sob o peso de severos compromissos e ilimitadas responsabilidades, o passado obscuro e delituoso. O seu pretérito, muitas vezes, se encontra enodoado de graves deslizes e de erros clamorosos. Quase sempre são Espíritos que tombaram dos cumes sociais, pelos abusos do poder, da autoridade, da fortuna e da inteligência, e que regressam ao orbe terráqueo para se sacrificarem em favor do grande número de almas que desviaram das sendas luminosas da fé, da caridade e da virtude. São almas arrependidas que procuram arrebanhar todas as felicidades que perderam, reorganizando, com sacrifícios, tudo quanto esfacelaram nos seus instantes de criminosas arbitrariedades e de condenável insânia”. (Xavier, 1981, p. 66 e 67).
É por essa razão que todo o médium deve exercitar a humildade e o desprendimento, pois sendo intermediário do mundo espiritual, não pode conceber-se como um grande missionário porque, se lhe foi dada essa ferramenta de trabalho, é para que use em favor do próximo e não para o seu próprio benefício.

CONCLUSÃO

A mediunidade é promissora para o futuro. Contudo, deve o médium esforçar-se para ser o fiel interprete das mensagens espirituais, aprendendo a renunciar a si mesmo, tomar a sua cruz e servir, isento de qualquer tipo de pagamento, moral ou material.

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

Dicionário de Ciências Sociais Rio de Janeiro, FGV, 1986.
DOYLE, A. C. História do Espiritismo. São Paulo, Pensamento, s.d.p.
EQUIPE DA FEB. O Espiritismo de A a Z. Rio de Janeiro, FEB, 1995.
PIRES, J. H. Mediunidade (Vida e Comunicação) – Conceituação, da Mediunidade e Análise Geral dos seus Problemas Atuais . 5. ed., São Paulo, Edicel, 1984.
PIRES, J. H. O Espírito e o Tempo – Introdução Antropológica do Espiritismo. 3. Ed., São Paulo, Edicel, 1979.
SANTOS, M. F. dos. Dicionário de Filosofia e Ciências Culturais. 3. ed., São Paulo, Matese, 1965.
XAVIER, F. C. Emmanuel (Dissertações Mediúnicas) , pelo Espírito Emmanuel. 9. ed., Rio de Janeiro, FEB, 1981.
São Paulo, 29/09/2004

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Exilados de Capela

 Os Exilados de Capela

Dentre os vários contingentes de exilados trazidos para o planeta Terra, o caso mais vivo em nossa memória espiritual, talvez por ter sido o mais recente, é o dos exilados provenientes do sistema de Capela.

Conforme nos relata Ramatis em “Mensagens do Astral”, obra psicografada por Hercílio Maes, “…temos à disposição em nosso mundo, literatura mediúnica que cita muitos casos de espíritos expulsos de outros orbes para a Terra, em fases de seleção entre o “trigo e o joio” ou entre os “lobos e as ovelhas”, fases essas pelas quais tereis em breve de passar, para higienização do vosso ambiente degradado.

Entre os muitos casos de exílio que vosso mundo tem acolhido, ocorreram diversos casos isoladamente (em pequenos contingentes), e bem como emigrações em massa, como a proveniente do sistema de Capela, as quais constituíram no vosso mundo as civilizações dos chineses, hindus, hebraicos e egípcios, e ainda o tronco formativo dos árias. Esse o motivo por que, ao mesmo tempo em que floresciam civilizações faustosas e se revelavam elevados conhecimentos de ciência e arte, desenvolvidos pelos exilados, os espíritos originais da Terra mourejavam sob o primitivismo de tribos acanhadas.

Ombreando com o barro amassado, das cabanas rudimentares do homem terrícola, foram-se erguendo palácios, templos e túmulos faustosos, comprovando um conhecimento e poder evocado pelos exilados de outros planetas.”

“No vosso mundo, esses enxotados de um paraíso planetário constituíram o tronco dos árias, descendendo dele os celtas, latinos, gregos e alguns ramos eslavos e germânicos; outros formaram a civilização épica dos hindus, predominando o gênero de castas que identificava a soberbia e o orgulho de um tipo psicológico exilado. As mentalidades mais avançadas constituíram a civilização egípcia, retratando na pedra viva a sua “Bíblia” suntuosa, enquanto a safra dos remanescentes, inquietos, indolentes e egocêntricos, no orbe original, fixou-se na Terra na figura do povo de Israel.

Certa parte desses exilados propendeu para os primórdios da civilização chinesa, onde retrataram os exóticos costumes das corporações frias, impiedosas e impassivas do astral inferior, muito conhecidas como os “dragões” e as “serpentes vermelhas”.

Segundo Edgar Armond na obra “Os Exilados da Capela”, “esta humanidade atual foi constituída, em seus primórdios, por duas categorias de homens, a saber: uma retardada, que veio evoluindo lentamente através das formas rudimentares da vida terrena, pela seleção natural das espécies, ascendendo trabalhosamente da inconsciência para o Instinto e deste para a Razão; homens, vamos dizer autóctones, componentes das raças primitivas das quais os “primatas” foram o tipo anterior melhor definido; e outra categoria, composta de seres exilados da Capela, o belo orbe da constelação do Cocheiro a que já nos referimos, outro dos inumeráveis sistemas planetários que formam a portentosa, inconcebível e infinita criação universal.”

“Esses milhões de ádvenas para aqui transferidos, eram detentores de conhecimentos mais amplos, e de entendimento mais dilatado, em relação aos habitantes da Terra e foi o elemento novo que arrastou a humanidade animalizada daqueles tempos para novos campos de atividade construtiva, para o aconchego da vida social e, sobretudo, deu-lhe as primeiras noções de espiritualidade e do conhecimento de uma divindade criadora.”

“Essa permuta de populações entre orbes afins de um mesmo sistema sideral, e mesmo de sistemas diferentes, ocorre periodicamente, sucedendo sempre a expurgos de caráter seletivo; como também é fenômeno que se enquadra nas leis gerais da justiça e da sabedoria divinas, porque vem permitir reajustamentos oportunos, retomadas de equilíbrio, harmonia e continuidade de avanços evolutivos para as comunidades de espíritos habitantes dos diferentes mundos.”

“Por outro lado é a misericórdia divina que se manifesta, possibilitando a reciprocidade do auxílio, a permuta de ajuda e de conforto, o exercício enfim, da fraternidade para todos os seres da criação. Os escolhidos, neste caso, foram os habitantes de Capela que deviam ser dali expurgados por terem se tornado incompatíveis com os altos padrões de vida moral já atingidos pela evoluída humanidade daquele orbe.”

“Mestres, condutores e líderes que então se tornaram das tribos primitivas, foram eles, os exilados, que definiram os novos rumos que a civilização tomou, conquanto sem completo êxito.”

Vamos prosseguir neste tópico com informações trazidas por Emmanuel em “A Caminho da Luz”, obra psicografada por Francisco Cândido Xavier, as quais nos proporcionam uma rápida idéia de como e em que regiões do planeta foram organizados os exilados provenientes de Capela.

O Sistema de Capela

Nos mapas zodiacais, que os astrônomos terrestres compulsam em seus estudos, observa-se desenhada uma grande estrela na Constelação do Cocheiro, que recebeu, na Terra, o nome de Cabra ou Capela. Magnífico sol entre os astros que nos são mais vizinhos, Capela é uma estrela inúmeras vezes maior que o nosso Sol e, se este fosse colocado em seu lugar, mal seria percebido por nós, à vista desarmada.

Na abóbada celeste está situada no hemisfério boreal, limitada pelas constelações da Girafa, Perseu e Lince; e quanto ao Zodíaco, sua posição é entre Gêminis, Perseu e Tauro. Na sua trajetória pelo Infinito, faz-se acompanhar, igualmente, da sua família de mundos, cantando as glórias do Ilimitado. A sua luz gasta cerca de 42 anos para chegar à face da Terra, considerando-se, desse modo, a regular distância existente entre Capela e o nosso planeta, já que a luz percorre o espaço com a velocidade aproximada de 300.000 quilômetros por segundo.

Quase todos os mundos que lhe são dependentes já se purificaram física e moralmente, examinadas as condições de atraso moral da Terra, onde o homem se reconforta com as vísceras dos seus irmãos inferiores, como nas eras pré-históricas de sua existência, marcham uns contra os outros ao som de hinos guerreiros, desconhecendo os mais comezinhos princípios de fraternidade e pouco realizando em favor da extinção do egoísmo, da vaidade, do seu infeliz orgulho.

Um Mundo em Transições

Há muitos milênios, um dos orbes da Capela, que guarda muitas afinidades com o globo terrestre, atingira a culminância de um dos seus extraordinários ciclos evolutivos. As lutas finais de um longo aperfeiçoamento estavam delineadas, como ora acontece convosco, relativamente às transições esperadas no século XX, neste crepúsculo de civilização.

Alguns milhões de Espíritos rebeldes lá existiam, no caminho da evolução geral, dificultando a consolidação das penosas conquistas daqueles povos cheios de piedade e virtudes, mas uma ação de saneamento geral os alijaria daquela humanidade, que fizera jus à concórdia perpétua, para a edificação dos seus elevados trabalhos.

As grandes comunidades espirituais, diretoras do Cosmos, deliberam, então, localizar aquelas entidades, que se tornaram pertinazes no crime, aqui na Terra longínqua, onde aprenderiam a realizar, na dor e nos trabalhos penosos do seu ambiente, as grandes conquistas do coração e impulsionando, simultaneamente, o progresso dos seus irmãos inferiores.

Espíritos Exilados na Terra

Foi assim que Jesus recebeu, à luz do seu reino de amor e de justiça, aquela turba de seres sofredores e infelizes.

Com a sua palavra sábia e compassiva, exortou essas almas desventuradas à edificação da consciência pelo cumprimento dos deveres de solidariedade e de amor, no esforço regenerador de si mesmas. Mostrou-lhes os campos imensos de luta que se desdobravam na Terra, envolvendo-as no halo bendito da sua misericórdia e da sua caridade sem limites. Abençoou-lhes as lágrimas santificadoras, fazendo-lhes sentir os sagrados triunfos do futuro e prometendo-lhes a sua colaboração cotidiana e a sua vinda no porvir.

Aqueles seres angustiados e aflitos, que deixavam atrás de si todo um mundo de afetos, não obstante os seus corações empedernidos na prática do mal, seriam degredados na face obscura do planeta terrestre; andariam desprezados na noite dos milênios da saudade e da amargura; reencarnariam no seio de raças ignorantes e primitivas, a lembrarem o paraíso perdido nos sofrimentos distantes. Por muitos séculos não veriam a suave luz da Capela, mas trabalhariam na Terra acariciados por Jesus e confortados na sua imensa misericórdia.

A Civilização Egípcia

Dentre os Espíritos degredados na Terra, os que constituíram a civilização egípcia foram os que mais se destacaram na prática do Bem e no culto da Verdade.

Aliás, importa considerar que eram eles os que menos débitos possuíam perante o tribunal da Justiça Divina. Em razão dos seus elevados patrimônios morais, guardavam no íntimo uma lembrança mais viva das experiências de sua pátria distante. Um único desejo os animava, que era trabalhar devotadamente para regressar, um dia, aos seus penates (deuses do lar entre os romanos e etruscos – Derivação:sentido figurado. casas paternas; lares, famílias) resplandecentes. Uma saudade torturante do céu foi a base de todas as suas organizações religiosas.

Em nenhuma civilização da Terra o culto da morte foi tão altamente desenvolvido. Em todos os corações a ansiedade de voltar ao orbe distante, ao qual se sentiam presos pelos mais santos afetos. Foi por esse motivo que, representando uma das mais belas e adiantadas civilizações de todos os tempos, as expressões do antigo Egito desapareceram para sempre do plano tangível do planeta. Depois de perpetuarem nas pirâmides os seus avançados conhecimentos, todos os Espíritos daquela região africana regressaram à pátria sideral.

A Ciência Secreta

Em virtude das circunstâncias mencionadas, os egípcios traziam consigo uma ciência que a evolução não comportava.

Aqueles grandes mestres da antiguidade foram, então, compelidos a recolher o acervo de suas tradições e de suas lembranças no ambiente reservado dos templos, mediante os mais terríveis compromissos dos iniciados nos seus mistérios. Os conhecimentos profundos ficaram circunscritos ao círculo dos mais graduados sacerdotes da época, observando-se o máximo cuidado no problema da iniciação.

A própria Grécia, que aí buscou a alma de suas concepções cheias de poesia e beleza, através da iniciativa dos seus filhos mais eminentes, no passado longínquo, não recebeu toda a verdade das ciências misteriosas. Tanto é assim, que as iniciações no Egito se revestiam de experiências terríveis para o candidato à ciência da vida e da morte – fatos esses que, entre os gregos eram motivos de festas inesquecíveis.

Os sábios egípcios conheciam perfeitamente a inoportunidade das grandes revelações espirituais naquela fase do progresso terrestre; chegando de um mundo de cujas lutas, na oficina do aperfeiçoamento, haviam guardado as mais vivas recordações, os sacerdotes mais eminentes conheciam o roteiro que a Humanidade terrestre teria de realizar. Aí residem os mistérios iniciáticos e a essencial importância que lhes era atribuída no ambiente dos sábios daquele tempo.

O Politeísmo Simbólico

Nos círculos esotéricos, onde pontificava a palavra esclarecida dos grandes mestres de então, sabia-se da existência do Deus Único e Absoluto, Pai de todas as criaturas e Providência de todos os seres, mas os sacerdotes conheciam, igualmente, a função dos Espíritos prepostos de Jesus, na execução de todas as leis físicas e sociais da existência planetária, em virtude das suas experiências pregressas.

Desse ambiente reservado de ensinamentos ocultos, partiu, então, a idéia politeísta dos numerosos deuses, que seriam os senhores da Terra e do Céu, do Homem e da Natureza. As massas requeriam esse politeísmo simbólico, nas grandes festividades exteriores da religião. Já os sacerdotes da época conheciam essa franqueza das almas jovens, de todos os tempos, satisfazendo-as com as expressões exotéricas de suas lições sublimadas.

Dessa idéia de homenagear as forças invisíveis que controlam os fenômenos naturais, classificando-as para o espírito das massas, na categoria dos deuses, é que nasceu a mitologia da Grécia, ao perfume das árvores e ao som das flautas dos pastores, em contato permanente com a Natureza.

O Culto da Morte e a Metempsicose

Um dos traços essenciais desse grande povo foi a preocupação insistente e constante da Morte. A sua vida era apenas um esforço para bem morrer. Seus papiros e afrescos estão cheios dos consoladores mistérios do além-túmulo.

Era natural. O grande povo dos faraós guardava a reminiscência do seu doloroso degredo na face obscura do mundo terreno. E tanto lhe doía semelhante humilhação, que, na lembrança do pretérito, criou a teoria da metempsicose, acreditando que a alma de um homem podia regressar ao corpo de um irracional, por determinação punitiva dos deuses. a metempsicose era o fruto da sua amarga impressão, a respeito do exílio penoso que lhe fora infligido no ambiente terrestre.

Inventou-se, desse modo, uma série de rituais e cerimônias para solenizar o regresso dos seus irmãos à pátria espiritual. Os mistérios de Ísis e Osíris mais não eram que símbolos das forças espirituais que presidem aos fenômenos da morte.

Os Egípcios e as Ciências psíquicas

As ciências psíquicas da atualidade eram familiares aos magnos sacerdotes dos templos. O destino e a comunicação dos mortos e a pluralidade das existências e dos mundos eram, para eles, problemas solucionados e conhecidos. O estudo de suas artes pictóricas positivam a veracidade destas nossas afirmações. Num grande número de afrescos, apresenta-se o homem terrestre acompanhado do seu duplo espiritual.

Os papiros nos falam de suas avançadas ciências nesse sentido, e, através deles, podem os egiptólogos modernos reconhecer que os iniciados sabiam da existência do corpo espiritual preexistente, que organiza o mundo das coisas e das formas. Seus conhecimentos, a respeito das energias solares com relação ao magnetismo humano, eram muito superiores aos da atualidade. Desses conhecimentos nasceram os processo de mumificação dos corpos, cujas fórmulas se perderam na indiferença e na inquietação dos outros povos.

Seus reis estavam tocados do mais alto grau de iniciação enfeixando nas mãos todos os poderes espirituais e todos os conhecimentos sagrados. É por isso que a sua desencarnação provocava a concentração mágica de todas as vontades, no sentido de cercar-lhes o túmulo de veneração e de supremo respeito. Esse amor não se traduzia, apenas, nos atos solenes da mumificação. Também o ambiente dos túmulos era santificado por estranho magnetismo. Os grandes diretores da raça, que faziam jus a semelhantes consagrações, eram considerados dignos de toda a paz no silêncio da morte.

As Pirâmides

A assistência carinhosa do Cristo não desamparou a marcha desse povo cheio de nobreza moral. Enviou-lhe auxiliares e mensageiros, inspirando-o nas suas realizações, que atravessaram todos os tempos provocando a admiração e o respeito da posteridade de todos os séculos.

Aquelas almas exiladas, que as mais interessantes características espirituais singularizam, conheceram, em tempo, que o seu degredo na Terra atingira o fim. Impulsionados pelas forças do Alto, os círculos iniciáticos sugerem a construção das grandes pirâmides, que ficariam como a sua mensagem eterna para as futuras civilizações do orbe. Esses grandiosos monumentos teriam duas finalidades simultâneas: representariam os mais sagrados templos de estudos e iniciação, ao mesmo tempo em que constituiriam, para os pósteros (que ainda vai acontecer; futuro – a geração ou as gerações que vêm depois da de quem fala ou escreve) um livro do passado, com as mais singulares profecias em face das obscuridade do porvir.

Levantaram-se, dessarte (advérbio – destarte – assim, desta maneira; dessarte) as grandes construções que assombraram a engenharia de todos os tempos. Todavia, não é o colosso de seus milhões de toneladas de pedra nem o esforço hercúleo do trabalho de sua justaposição o que mais empolga e impressiona a quantos contemplam esses monumentos. As pirâmides revelam os mais extraordinários conhecimentos daquele conjunto de Espíritos estudiosos das verdades da vida. A par desses conhecimentos, encontram-se ali os roteiros futuros da Humanidade terrestre.

Cada medida tem a sua expressão simbólica, relativamente ao sistema cosmogônico (relativo ou pertencente a cosmogonia; cosmogenético – conjunto de teorias que propõe uma explicação para o aparecimento e formação do sistema solar) do planeta e à sua posição no sistema solar. Ali está o meridiano ideal, que atravessa mais continentes e menos oceanos, e através do qual se pode calcular a extensão das terras habitáveis pelo homem, a distância aproximada entre o Sol e a Terra, a longitude percorrida pelo globo terrestre sobre a sua órbita no espaço de um dia, a precessão dos equinócios, bem como muitas outras conquistas científicas que somente agora vêm sendo consolidadas pela moderna astronomia.

Redenção

Depois dessa edificação extraordinária, os grandes iniciados do Egito voltam ao plano espiritual, no curso incessante dos séculos. Com seu regresso aos mundos ditosos da Capela, vão desaparecendo os conhecimentos sagrados dos templos tebanos, que, por sua vez, os receberam dos grandes sacerdotes de Mênfis.

Aos mistérios de Ísis e de Osíris, sucedem-se os de Elêusis, naturalmente transformados nas iniciações da Grécia antiga.

Em algumas centenas de anos, reuniram-se de novo, nos planos espirituais, os antigos degredados, com a sagrada bênção do Cristo, seu patrono e salvador. A maioria regressa, então, ao sistema da Capela, onde os corações se reconfortam nos sagrados reencontros das suas afeições mais santas e mais puras, mas grande número desses Espíritos, estudiosos e abnegados, conservou-se nas hostes de Jesus, obedecendo a sagrados imperativos do sentimento e, ao seu influxo divino, muitas vezes têm reencarnado na Terra, para desempenho de generosas e abençoadas missões.

A Índia

Dos Espíritos degredados no ambiente da Terra, os que se agruparam nas margens do Ganges foram os primeiros a formar os pródromos (Uso: formal: o que antecede a (algo); precursor, prenúncio, antecedente – Ex.: os p. da revolução – 2 espécie de prefácio; introdução, preâmbulo) de uma sociedade organizada, cujos núcleos representariam a grande percentagem de ascendentes das coletividades do porvir. As organizações hindus são de origem anterior à própria civilização egípcia e antecederam de muito os agrupamentos israelitas (sempre sofreram as conseqüências nefastas do orgulho e do exclusivismo), de onde sairiam mais tarde personalidades notáveis como as de Abraão e Moisés.

As almas exiladas naquela parte do Oriente muito haviam recebido da misericórdia do Cristo, cuja palavra de amor e de cuja figura luminosa guardavam as mais comovedoras recordações, traduzidas na beleza dos Vedas e dos Upanishads. Foram elas as primeiras vozes da filosofia e da religião no mundo terrestre, como provindo de uma raça de profetas, de mestres e iniciados, em cujas tradições iam beber a verdade os homens e os povos do porvir, salientando-se que também as suas escolas de pensamento guardavam os mistérios iniciáticos, com as mais sagradas tradições de respeito.

– O povo hindu não aproveitou como devia as experiências sagradas no orbe terrestre, embora grandes emissários como CRISNA e BUDA tenham sido mandados em sua ajuda – Muitos destes encontram-se ainda hoje em sua jornada de redenção no globo terrestre.

Os Arianos

Era na Índia de então que se reuniam os arianos puros, entre os quais cultivavam-se igualmente as lendas de um mundo perdido, no qual o povo hindu colocava as fontes de sua nobre origem. Alguns acreditavam se tratasse do antigo continente da Lemúria, arrasado em parte pelas águas dos Oceanos Pacífico e Índico.

A realidade, porém, qual já vimos, é que, como os egípcios e os hindus eram um dos ramos da massa de proscritos da Capela, exilados no planeta. Deles descendem todos os povos arianos, que floresceram na Europa e hoje atingem um dos mais agudos períodos de transição na sua marcha evolutiva. O pensamento moderno é o descendente legítimo daquela grande raça de pensadores, que se organizou nas margens do Ganges, desde a aurora dos tempos terrestres, tanto que todas as línguas das raças brancas guardam as mais estreitas afinidades com o sânscrito, originário de sua formação e que constituía uma reminiscência da sua existência pregressa, em outros planos.

Os Mahatmas

Da região do Ganges partiram todos os elementos irresignados com a situação humilhante que o degredo na Terra lhes infligia. As arriscadas aventuras forneceriam uma noção de vida nova e aqueles seres revoltados supunham encontrar o esquecimento de sua posição nas paisagens renovadas dos caminhos; lá ficaram, apenas, as almas resignadas e crentes nos poderes espirituais que as conduziriam de novo às magnificências dos seus paraísos perdidos e distantes.

Os cânticos dos Vedas são bem uma glorificação da fé e da esperança, em face da Majestade Suprema do Senhor do Universo. A faculdade de tolerar, e esperar, aflorou no sentimento coletivo das multidões, que suportaram heroicamente todas as dores e aguardaram o momento sublime da redenção.

Os “mahatmas” (grandes almas) criaram um ambiente de tamanha grandeza espiritual para seu povo, que, ainda hoje, nenhum estrangeiro visita a terra sagrada da Índia sem de lá trazer as mais profundas impressões acerca de sua atmosfera psíquica. Eles deixaram também, ao mundo, as suas mensagens de amor, de esperança e de estoicismo resignado, salientando-se que quase todos os grandes vultos do passado humano, progenitores do pensamento contemporâneo, deles aprenderam as lições mais sublimes.

Irmãos de Órion – Transmigrações Interplanetárias

Segundo pesquisadores, muitos de nós somos esses exilados tentando recuperar o tempo perdido, portanto caminhemos juntos sempre com a intenção de avanço, mas não só para o nosso progresso, mas para o de todas as civilizações.

Paz e Luz nessa caminhada!

Colaboração para essa matéria dos amigos  que produzem  o site: www.misteriosantigos.com

Se você se interessou pelo assunto e quer saber mais, baixe o livro em .pdf clicando aqui

Ou se preferir pode compra-lo através dos sites Livraria Deluz, Submarino, Livraria Espírita FAE.

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Dica de Leitura

Esse autor promete!

“Esse autor promete! Eu já li e recomendo.”

Com psicografia de Sérgio Chimatti Martins, texto do espírito Amílcar Queiroz, ‘Uma Vida Excepcional – Casa Três’, conta a história do espírito autor, coadjuvado pelo espírito de Anele, que foi um ex interno da Unidade Hospitalar de Internação do Centro Espírita Nosso Lar Casas André Luiz.
A unidade é carinhosamente chamada de Casa Dois por ser o segundo prédio construído para abrigar as crianças portadoras de necessidades especiais. No romance pode-se conhecer a terceira unidade, Unidade de Tratamento Espiritual, que fica no plano extracorpóreo.
O texto conta ainda as idas e vindas de tais espíritos no plano espiritual, mesmo quando o ex-assistido estava ainda em vida. Tudo isso proporciona mais clareza e conhecimento sobre a vida e o tratamento das crianças amparadas pór esta obra social que tem mais de sessenta anos.
O lançamento é da Mundo Maior Editora.

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Mais um espaço útil

Bem a criação desse blog é trazer informações pertinentes sobre o mundo espiritual e a evolução de cada ser.
Tenho passado por uma reforma intima e ao contrário do que dizem acho que o que é bom devemos divulgar e contagiar com amor e alegria quantos corações conseguirmos.

Bem é isso, não vou me alongar até porque o propósito do blog é trazer informações e não fazer discursos pessoais.

Boa leitura e espero que sua companhia seja constante.

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